06/07/10

Esse grande malando

Dissémos mal da chuva, do vento, do frio, do Verão que não é Verão… E lá chegou ele, finalmente, que já cá fazia falta, quanto mais não seja para provar que somos democráticos e capazes de reclamar filhos e enteados com a mesma igualdade. Falo desse grande malandro que é o calor, claro!

24/06/10

Lapavras para quê?

21/06/10

Nem tudo o que parece é

- Sabias que o J e a V se vão divorciar?
- Mas alguma vez estiveram mesmo casados?
- Hã? 'Tás tontinho, então não fomos ao casamento?
- Bem, lembro-me de ter ido a uma igreja ouvi-los dizer umas patetices... mas de casamento, casamento, não.

20/06/10

Outono em Junho

Em duas semanas dois grandes nomes. João Aguiar, José Saramago. Por razões muito diferentes marcaram a ferro e fogo a minha paixão pela literatura. E parte de mim também morre cada vez que alguém que é presença na minha vida – seja qual for a maneira como se manifesta – se vai embora. Aquilo que são, que foram, há muito que não era só deles. É de todos. E assim como uma parte deles só o era por aquilo que nós deles fizemos, assim também uma parte de nós só o é pelo que eles nos deram. Há um vínculo, uma ligação íntima que não deveria ser quebrada unilateralmente. Deveriam ter reverenciado o seu compromisso connosco, pedindo-nos licença para partir.

19/06/10

Tédio

Com tanta coisa a acontecer por aí e não me apetece fazer nada. É o que me acontece quando vou a grandes festas e vejo aquelas mesas cheias... perco logo a vontade de comer.

16/06/10

Pela boca esmorece o amor

Muitas, muitas coisas podem fazer esmorecer uma relação. Diferenças de formação, de gostos, de hábitos, de salários. Mas talvez a única coisa que separe as pessoas de uma forma irreversível sejam linguagens diferentes. Porque assim como o poeta dizia que "a nossa língua é a nossa pátria", eu arriscaria dizer que num casal "a nossa linguagem é o lugar da nossa intimidade". E sem uma linguagem comum, que cumplicidade será possível?

14/06/10

A falta de educação não é um direito

A propósito do que já escrevi uns posts abaixo e do que li aqui. A falsa noção do que é socialmente correcto, muitas vezes leva-nos a fechar os olhos à falta de educação, de civismo, de respeito, a crianças mal educadas, pais ressabiados e grosseiros, e mais uma série de "sapos" que temos que engolir em várias tomas diárias, na rua, no trabalho e até em casa. Não sou nada, nada, apologista do deixa andar, do esquecer, do fazer de conta. Se as coisas nos incomodam, nos ferem, temos que falar e chamar a atenção. Não podemos ignorar.
Não quer dizer que nos ponhamos aos gritos e ao estalo, quer dizer que até por uma questão de saúde não devemos engolir em seco para não somatizarmos. E quanto mais formais e de voz branda interviermos, quanto mais assertiva for a nossa comunicação, melhor nos sentiremos, acreditem.
E acima de tudo, as prioridades: se quem incomoda acha que tem esse direito, que se lembre que isso não é constitucionalmente defensável. Prioritário e reconhecido é o direito a querer viver em paz e tranquilidade.
Infelizmente parece-me que todos nos acobardamos um pouco quando devíamos intervir. Temos receio de não encontrar a fórmula ou as palavras certas, das reacções que podemos provocar, de mais falta de educação - quiçá de reação física - e de não ganharmos nada com isso.
E esta é que é a questão, o ganhar alguma coisa. Não temos que ganhar nada, temos é que não perder. E o que me parece é que perdemos muito em dignidade pessoal, em auto respeito e (repito) em saúde, se não reagirmos ao que nos agride. Porque voltarmos para casa de rabo entre as pernas, com raiva de nós próprios e de quem nos ofendeu, a pensar "porque é que eu não disse isto", "para a próxima faço isto/aquilo", desgasta-nos, cria rancor e animosidade.
E essa sensação de sermos parvos não faz nada bem à auto estima. Até porque depois acabamos por canalizá-la, em forma de impaciência, má vontade, etc., para os que nos cruzam o caminho, gerando um ciclo vicioso de mal estar e negatividade.
Por força das pessoas de bem se irem calando, é que o que está errado se vai impondo. O que quer dizer que se formos alimentando uma atitude passiva, ainda acabaremos a pedir desculpa aos burgessos por incomodá-los com a nossa educação.

13/06/10

Ódio da semana

Odeio vuvuzelas. ODEIO!

09/06/10

(E)terna insegurança

Porque é que nos quarentas somos (quase) tão ingénuas como nos vintes?
Uma amiga conversando sobre uma estranha relação que mantém: "Achas que devo dizer isto? E se em vez disso perguntar cozido? E se ele responder assado o que é que eu digo?". Respondo, não penses tanto, pergunta o que realmente queres perguntar. "Mas depois ele pode sentir-se intimidado e desaparece". Pergunto, e então? Acaba-se o problema. "Mas se ele não telefonou, pode ser timidez, se calhar está à espera que seja eu, coitado, pode não ter coragem". Respondo, não sei, não o conheço, experimenta telefonar tu então. "Mas depois ele não me vai achar melga, ou oferecida?". Pergunto, tu pensavas isso se fosse ele a ligar? "Não, mas é diferente, eu é que gosto dele!". Acabaste de te dar uma grande resposta. "Hã?".
E eu, apesar de ser mulher, confesso que também não entendo (algum)as mulheres.

08/06/10

Tu

Não cheguei a dizer-te... quando olhei e te vi ao longe já de sorriso aberto para mim, o meu coração enterneceu-se como no primeiro dia.